Carinho com animal de estimação propicia adestramento eficiente

29/07/2008 - Revista da Hora

Além de bichinhos fofos, bonitos e saudáveis, não há dono que não queira ter em casa animaizinhos bem educados, já que, hoje em dia eles são praticamente membros da família.

Não é nada mal poder mostrar às visitas que seu animal de estimação senta, deita e fica quieto ao seu comando, mas ainda assim não perdeu a capacidade de brincar e demonstrar carinho.

Mesmo que seu companheiro não tenha hábitos como atacar pessoas, destruir móveis ou latir excessivamente, o adestramento é sempre bem-vindo. E isso não significa que você precisará gastar com um adestrador. Se seu bichinho não for muito bagunceiro, é possível, com uma metodologia coerente, e uma boa dose de paciêcnia, treiná-lo em casa, sem a ajuda de um profissional.

Comandos básicos como “senta”, “deita”, “fica” e “aqui” podem ser ensinados sem a presença de um adestrador. E adestramento também não quer dizer maltratar o animal. De acordo com o adestrador Roger Fernando Fontana, a idéia ainda assusta muitas pessoas.

“Isso acontece por causa da metodologia militar, de onde saiu boa parte dos adestradores mais antigos. O treinamento era muito rígido.” Segundo ele, hoje em dia, o treinamento com castigo não é bem visto entre os adestradores e muito menos entre os donos. Pelo contrário: petiscos, brinquedos e carinhos são a chave para quem quer ter sucesso no processo de educação do próprio bichinho.

“Você tem de dar o que ele mais gosta para que os comandos sejam obedecidos”, afirma o adestrador Alexandre Rossi, que criou um método que chama de “adestramento inteligente”.

A técnica de Rossi é baseada no reforço positivo, que permite que cães, gatos e outros animais aprendam por repetição, estímulos positivos e recompensas. O método valoriza as atitudes corretas dos animais, e não as erradas. Segundo Rossi, é possível ensinar bichos de todas as idades e as raças, porém, os mais jovens tendem a aprender mais rápido. E se engana quem pensa que o adestramento não pode ser aplicados a gatos. Para Rossi, o erro dos donos nessa hora é querer tratar o felino como um cachorro. “O gato é um aprendiz privilegiado. A habilidade para aprender alguns comportamentos pela simples observação é mais acentuada do que no cão”, revela.

   

 

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